Carta nº. 2 do Florilégio Epistolar, de Louis Cattiaux[1]
Seleção de Emmanuel d’Hooghvorst
Tradução do espanhol: Regina de Carvalho
Não há avanço espiritual, visto que, se avanço, não sou eu, é ele — e como poderia ele avançar ou retroceder? Quando muito, ele poderá encontrar-se cada vez mais intacto, desnudado e desprovido de toda escória, de todo eu particular e separativo. Estarei eu orgulhoso dele ou estará ele orgulhoso de mim? Nem uma coisa nem outra. Ele está contente de Si, isso é tudo e é suficiente: neste momento estamos contentes juntos, o que constitui todo o mistério que não se pode dizer.
[1] Arola Editors, Tarragona (E), 1999