Senhor, concede-nos o amor e o conhecimento que possamos suportar sem morrer e perdoa a nossa cegueira lamentável. (IV, 22)
Não vemos nada, não compreendemos nada do que está em nós e fora de nós.
Concede-nos, Pai das águas, a inteligência das tuas leis, o amor de ti mesmo, e o conhecimento da tua obra. (VI, 15)
Santa Mãe que apareceis no meio do desamparo do mundo, concedei-nos a libertação e o esquecimento dos nossos males. (VIII, 61’)
Nascemos patrão ou escravo conforme os dons de Deus, mas os homens falseiam a justiça divina com sua orgulhosa e cobiçosa cegueira.
«Ensina-nos, Senhor, nosso próprio desejo, a fim de que não tenhamos a tentação de pedir o que não nos convém.» (X, 14)
Nós vos adoramos, Água, mãe das águas, pois o fogo vivo está em vosso centro e sois excelente sobre todas as outras luzes. O sol é vossa produção magnífica. Santa Mãe do fogo, socorrei-nos agora e na hora da passagem difícil. Que assim seja! (X, 60’)
Ensina-nos as preces vigorosas como o cio do amor.
— Dá-nos os impulsos que levarão nossas almas além do abismo.
— Canta-nos o nome que força as portas da morte.
— Nutre-nos da essência que o ouro vivo arrasta.
— Oferece-nos o sol redentor das nossas vidas extraviadas. (XIII, 16)
«Somente ouvimos o eco da tua voz, somente percebemos o reflexo da tua claridade, e eis-nos completamente aturdidos, cegados e sem força diante da tua grandeza.» (XIII, 55’)
Ó meu Senhor secreto, todo meu progresso em ti és tu que o realizas em mim, e minha nudez continua sendo o único ornamento diante do teu esplendor. (XIV, 47’)
Faz-nos humildes, pacientes, amantes, inocentes e puros, para que sejamos plenamente fecundados pelo teu amor e conduzidos até a tua glória imperecível, Senhor magnânimo e perfeito. (XVI, 3)
Ó belo Senhor Deus de compaixão, vem a nós que oramos a ti desesperada e loucamente em nossos corações exilados.
— Livra tuas pequenas crianças bem-amadas antes que o horror as engula completamente. (XVIII, 19’)
Conceda-nos a ausência de nós mesmos, Senhor, a fim de que possamos gozar de tua presença santa e a fim de que encontremos tua verdade oculta que salva da morte. (XVIII,39)
Faz com que só ouçamos a tua voz verídica, faz com que só vejamos tua face radiosa, faz que só recebamos teu sopro vivificante, ó beleza santa e velada! (XVIII, 39’)
Ó Senhor miraculoso, abre os nossos corações ao teu santo orvalho e vem habitar-nos novamente no esplendor primeiro, senão estamos perdidos para sempre e ninguém se compadecerá do nosso lamento desolado aqui embaixo.
«Lava-nos, chuva dos céus, e semeia-nos, sol glorioso.» (XIX, 66’)
Ensina-nos a te ouvir e a te obedecer.
Ensina-nos a te amar e a te imitar.
Ensina-nos a te receber e a te amadurecer.
Ensina-nos a te conservar e a te multiplicar, ó Senhor da vida imperecível! (XX, 2’)