Ensina-nos, ó Puríssimo, a nos comportar de acordo com a tua vontade santa e dá-nos a inteligência do teu ensinamento sublime, assim como a compreensão da tua obra sagrada. (XX, 5’)
Se não sabemos rezar, digamos somente: «Meu Senhor e meu Deus», e o vazio tenebroso dos nossos corações se transformará na plenitude da santa luz dos eleitos e ouviremos a voz do Muito Secreto e faremos a sua vontade sem discutir em vão. (XX, 65)
Há uma prece importante e urgente que devemos repetir todos os dias da nossa vida exilada:
«Liberta-nos, Pai todo-poderoso, da sujeira imunda que nos submerge por toda parte, para que resplandeçamos novamente na tua pureza, e fecunda-nos com o teu santo amor para que sejamos fixados em ti eternamente.»
AMÉM. (XX, 73”)
Eu duvidei dos cuidados e da ajuda do meu Senhor, e ele me atendeu generosamente em vez de me repreender e de me punir pela minha fé vacilante. Ó, como cuidas da minha debilidade, ó como tens paciência com a minha estupidez, ó como iluminas o meu lodaçal, Senhor atento e oculto! (XXI, 5’)
Ó Preciosíssimo, dá-nos a inteligência das sentenças misteriosas enunciadas pelos Sábios da tua casa e faz florescer a nossa vida oculta. (XXI, 11’)
Ó divino sol de Deus, tu nos semeias na morte, tu nos fazes crescer na vida e tu nos estabeleces para sempre na tua glória sem-par! (XXI, 27”)
Ó Senhor todo-poderoso, afasta de nós os corações miseráveis que segregam o ódio e que ressumam a baixeza do inferno. Liberta-nos da infame pequenez dos medíocres e da inveja corrosiva dos malvados. (XXI, 37’)
Ó meu Senhor, nossas derrotas, são persistentes demais aqui embaixo, e se tu não vens ao nosso socorro, nos deitaremos na poeira e morreremos diante da tua face. (XXI, 39’)
Queres ver os malvados se regozijar quebrando os nossos ossos? Queres vê-los triunfar insultando o teu santo Nome? (XXI, 39”)
Quem encontrou o santo cálice?
Quem abriu o vaso selado?
Quem olhou no segredo?
Quem bebeu no manancial?
Quem caiu no céu?
Quem morreu na vida?
Quem ressuscitou no amor?
Quem está estabelecido no conhecimento?
Quem repousa na paz do Perfeito?
Quem se tornou UM com aquele que É? (XXI, 48)
Ó meu Senhor, tu és o meu Pai e a minha Mãe, tu és meus irmãos e minhas irmãs, tu és minha companheira e minhas crianças, tu és o bem e o amigo indefectível que se lembra dos seus bem-amados neste mundo. (XXI, 49)
Senhor, nós choramos de alegria escutando a tua música que fala às nossas almas e que as consola do exílio da morte, mas é o teu santo orvalho que nos liberta do abismo de perdição e que nos faz reflorescer na tua luz maravilhosa, onde a alegria celeste habita eternamente. (XXI, 59’)